segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Pesquisadores criam holograma que pode ser tocado e sentido

Cientistas da Universidade de Glasgow, na Escócia, criaram um sistema de holograma que pode ser tocado e sentido, semelhante aos holodecks de “Star Trek“. A tecnologia “aerofática” usa jatos de ar para permitir a sensação do toque.

Segundo o professor de eletrônica e nanoengenharia da instituição, Ravinder Daahiya, pesquisador que trabalhou no projeto, os jatos de ar podem fazer com que você sinta “os dedos, as mãos e os pulsos das pessoas”.

“Com o tempo, isso poderia ser desenvolvido para permitir que você conhecesse um avatar virtual de um colega do outro lado do mundo e realmente sentisse seu aperto de mão”, disse ele em seu artigo para o site The Conversation. “Pode até ser o primeiro passo para construir algo como um holodeck”.

 O holograma criado pode ser tocado e sentido

O sistema é parecido com os hologramas sensoriais de toque já conhecidos, com a diferença de que o sistema aerofático não requer um controlador de mão ou luvas inteligentes para produzir a sensação de toque.

Em vez disso, uma espécie de bico, que é capaz de responder aos movimentos da mão, sopra ar com uma quantidade adequada de força sobre você.

Daahiya e sua equipe testaram isso com uma projeção interativa de uma bola de basquete, que ele afirmou poder ​​ser “tocada, rolada e quicada de maneira convincente”, como se fosse um objeto real.

“O feedback de toque dos jatos de ar do sistema também é modulado com base na superfície virtual da bola de basquete, permitindo que os usuários sintam a forma arredondada da bola enquanto a rolam com a ponta dos dedos ou quando a quicam, e o tapa na palma da mão, quando ela retorna”, disse Daahiya.

O sistema está em fase embrionária, mas a equipe tem esperanças de que ele possa, futuramente, ser usado não apenas para criar algumas experiências de videogame incríveis, como também para ajudar os médicos a tratar pacientes independentemente da distância física que os separem.

sábado, 18 de setembro de 2021

Cientistas criam tinta que pode eliminar a necessidade de ar-condicionado

Cientistas da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, criaram uma tinta extrabranca que é capaz de eliminar a necessidade de uso de ar-condicionado.

Para tornar a tinta muito branca e altamente reflexiva os pesquisadores usaram uma concentração muito alta de sulfato de bário com partículas em diferentes tamanhos. O sulfato de bário é um composto químico também usado em papel fotográfico e cosméticos.

Com isso, os pesquisadores da universidade conseguiram criar uma tinta capaz de refletir 98,1% da radiação solar enquanto também emite calor infravermelho.

Cientistas criam tinta super branca capaz de esfriar ambiente de casas

Assim, como a tinta absorve menos calor do que emite, uma superfície revestida com essa tecnologia consegue ser resfriada abaixo da temperatura ambiente. E o melhor: sem consumir energia para isso.

Por exemplo, usar a tinta em um telhado com cerca de 9 metros quadrados pode resultar em uma potência de resfriamento de 10 kW. “Isso é mais poderoso do que os [aparelhos] de ar-condicionado usados ​​pela maioria das casas”, explica Xiulin Ruan, professor de Engenharia Mecânica em Purdue.

 Xiulin Ruan com a tinta branca que ele criou

A nova tecnologia pode ser uma grande aliada da preservação do meio ambiente, principalmente em um país como os Estados Unidos onde a energia ainda é obtida através de carvão em muitos estados.

“Quando iniciamos este projeto há cerca de sete anos, tínhamos em mente a economia de energia e o combate às mudanças climáticas”, disse Xiulin Ruan.

Agora, a ideia dos cientistas é colocar essa tinta extrabranca no mercado. Para isso, eles anunciaram já terem feito uma parceria com uma empresa.

sábado, 28 de agosto de 2021

Empresa secreta está construindo uma estação espacial privada

Uma empresa desconhecida começou o processo para construção de uma estação espacial privada, já foram contratados fornecedores de diversos tipos de tecnologias, desde controle ambiental até sistemas de suporte vital.

A empresa que está tocando o projeto ainda é desconhecida, mas já se sabe que ela tem dinheiro para gastar: a empresa Collins Aerospace – uma subsidiária da Raytheon Technologies – assegurou um contrato de US$ 2,6 milhões (R$ 13,53 milhões) para a criação de sistemas de respiração auxiliar para emergências.

A Collins foi a responsável pelo sistema de recuperação de água da Estação Espacial Internacional (ISS).

Empresa desconhecida está construindo uma estação espacial privada

O trabalho para esse cliente obscuro inclui “máquinas capazes de controlar níveis de temperatura e pressão no espaço, permitindo a presença humana prolongada”. Segundo o diretor de desenvolvimento de negócios da Collins, Shawn Macleod, essa é uma demanda que deve só aumentar à medida que mais e mais companhias se juntam a essa “corrida pelo espaço”.

O site SpaceNews especula que a tal “empresa desconhecida” seja a Axiom Space. A empresa fundada em 2016 tem várias participações conjuntas com a Nasa, inclusive uma missão privada em direção à ISS – a primeira de seu tipo – agendada para janeiro de 2022. E ela já vinha falando em estabelecer uma base comercial no espaço desde antes da Nasa admitir essa possibilidade após a “morte” da ISS.

Evidentemente, a Axiom Space foi procurada pela equipe do site, mas a resposta obtida por eles foi um elusivo “sem comentários”. E apesar do projeto já estar, aparentemente, em desenvolvimento, não há qualquer informação de data de lançamento de módulos ou partes nos calendários astronômicos.

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Criatura marinha estranha é encontrada em praia no Havaí

Uma criatura incomum na costa oceânica foi encontrada em águas rasas na praia de Alan Davis, na costa de Oahu, uma ilha do arquipélago do Havaí, no Oceano Pacífico.

Segundo a bióloga de invertebrados marinhos da University of Hawaii Amy Moran, trata-se de uma argonauta fêmea adulta, também conhecida como Nautilus de Papel (Paper Nautilus), que é uma espécie de polvo. A criatura é pelágica, que prospera em mar aberto e raramente é vista perto da costa.

Uma argonauta fêmea adulta, também conhecida como Nautilus de Papel (Paper Nautilus)
 apareceu em praia do 
Havaí

“Eu encorajaria as pessoas que, se cruzarem com um na praia ou em uma poça de maré e ele estiver vivo, apenas tente colocá-lo em mar aberto e dar uma chance de continuar sua vida”, disse a especialista ao jornal Hawaii News Now.

“Nesta espécie em particular, uma coisa interessante sobre eles é que a concha que você vê na foto não é uma concha. Na verdade, é uma caixa de ovo feita pela fêmea”, afirmou Amy Moran, que explicou que a fêmea põe seus ovos na caixa de ovos e depois vive nela enquanto cuida deles.

Segundo cientistas, a onda de calor que atinge a região do noroeste do Pacífico pode ter matado mais de um bilhão de criaturas marinhas.

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Exoplanetas hiceânicos podem abrigar vida, dizem cientistas

Os chamados “exoplanetas hiceânicos”, ou seja, dotados de atmosfera rica em hidrogênio e com vasto volume de água na superfície, podem não só servir de berço para a vida alienígena, mas também permitir que ela evolua, é o que afirma um estudo feito por cientistas da Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

A proposta feita pelos cientistas da universidade tem como objetivo ampliar o campo de observação de especialistas em ciências planetárias. Normalmente, análises do tipo tendem a considerar apenas planetas de constituição mais rochosa – como a Terra, já que a vida como nós conhecemos só foi comprovada aqui na Terra, um planeta rochoso.

Planetas hiceânicos podem abrigar vida alienígena

A nossa galáxia é constituída de vários tipos de planetas, desde gigantes gasosos até exoplanetas hiceânicos, que tendem a ser até 2,5 vezes maiores que a Terra, mas suas condições de sobrevivência de vida são abundantes.

“Os exoplanetas hiceânicos abrem toda uma nova via de busca pela vida em outros locais [do universo]”, disse Nikku Madhusudhan, do Instituto de Astronomia de Cambridge e autor primário do estudo.

Segundo ele, os planetas desse tipo estão em um ponto favorável de abrigar a vida: são bem maiores do que a Terra, trazem recursos abundantes (ver “hidrogênio” e “água” mais acima) e sua densidade está entre uma “super Terra” rochosa e um “mini Netuno” gasoso. Esta última parte corresponde à maioria dos exoplanetas, mas poucos deles oferecem as outras condições de um planeta hiceânico.

Exoplanetas hiceânicos apresentam outras condições que nos impressionam: alguns estão tão próximos de suas estrelas que tem suas marés “travadas”, com um dia extremamente quente de um lado, e uma noite extremamente escura do outro. Há também alguns posicionados a uma distância tão grande que recebem quase nenhuma radiação estelar. Todos eles, porém, podem abrigar a vida, segundo os cientistas:

“É muito empolgante ver que condições habitáveis de vida existem em planetas tão diferentes da Terra”, disse Anjali Piette, outra autora do estudo. Segundo ela, esses planetas também são ótimos pontos de busca por gases que sinalizam a presença bacteriana, como o metano.

“Nós concluímos que os maiores rádios [a unidade de medida que parte do centro de uma circunferência] e as temperaturas mais altas vistas em exoplanetas hiceânicos tornam esses marcadores biológicos mais fáceis de serem detectados, quando comparados a planetas de constituição mais rochosa”, disse Piette.

Em outras palavras: se exoplanetas hiceânicos apresentarem metano, por exemplo, ele será mais fácil de ser encontrado. E a presença desse gás, dependendo da situação, pode indicar a presença de vida bacteriana, já que apenas algumas formas de vida extremas conseguem produzí-lo mediante a absorção de nutrientes em ambientes hostis.

Um bom exemplo disso são as “fumarolas” no fundo do nosso mar. Algumas apresentam metano em sua composição, derivado de bactérias metanogênicas que estão se alimentando ali.

O melhor é que a busca pela vida em exoplanetas hiceânicos pode começar em relativa velocidade. Segundo Madhusudhan, a próxima geração de grandes telescópios espaciais – como o James Webb, que a Nasa deve começar a operar até o fim de 2021 – poderão atender facilmente a essa demanda: o estudo posiciona esses planetas a uma distância entre 35 e 150 anos-luz da Terra, orbitando pequenas estrelas anãs vermelhas com brilho reduzido.

“A detecção de uma bioassinatura poderia transformar a nossa compreensão da vida no universo”, disse Madhusudhan. “Nós precisamos ser mais abertos sobre onde esperamos encontrar vida e qual será a forma tomada por ela, já que a natureza continuamente nos surpreende de formas inimagináveis”.
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